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quinta-feira, junho 01, 2017

Educação: Pará tem 4ª pior taxa de conclusão do ensino médio

Centrado no acompanhamento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2017 revela uma realidade preocupante para a educação paraense. Dentre todos os estados do Brasil, o Pará tem a 4ª pior taxa de conclusão do ensino médio por jovens de 19 anos e o 2º menor índice de matriculados na educação superior.


Alunos da Escola Pedro Amazonas Pedroso fizeram protestos contra a situação precária do colégio. (Foto: Celso Rodrigues/Diário do Pará)



Os dados mais recentes adotados pelo levantamento são de 2015, tanto no que se refere à educação básica, quanto ao ensino superior. No Pará, apenas 40,2% dos jovens de 19 anos concluíram o ensino médio. Com esse índice, o Pará amarga o 3º pior desempenho entre os estados da Região Norte, ficando atrás apenas do Acre e do Amapá. A taxa ainda é menor do que a média para a região, que está em 45,1%.

Sem deixar de lembrar o não pagamento do piso salarial aos professores, o deputado Lélio Costa (PCdoB) aponta a falta de estrutura das escolas como mais um fator a contribuir para os índices alarmantes da educação no Estado. Segundo ele, o que se vê nas escolas são situações em que os alunos e professores precisam fazer gincanas e rifas para arrecadação de material de limpeza e escolas onde não há sequer merenda para os alunos.

ESTADO DO ESTADO

“A educação pública do Pará é só mais um elemento que demonstra a falência do Estado”, destaca. “A gente não vê nenhum plano e nem cronograma claro de reforma das escolas, por exemplo”. Diante da espera por melhorias e reformas que não chegavam, alunos da Escola Estadual Pedro Amazonas Pedroso, na avenida Almirante Barroso, realizaram uma série de protestos neste mês. Aluno do convênio, o estudante Davison dos Santos, 17 anos, conta que os problemas causam grandes prejuízos ao ensino. “As salas de aula estão sem ar-condicionado, parte da fiação elétrica está danificada. Os professores, muitas vezes, não têm condições de ministrar a aula”.

Davison acredita que a situação do colégio acaba desestimulando alguns alunos a irem para a aula. “Com todos esses problemas, às vezes a gente perde aula e o conteúdo que deveríamos aprender para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) atrasa”, lamenta.

ENSINO SUPERIOR

Diretamente relacionado ao desempenho conquistado durante o ensino médio, a educação superior também detém índices preocupantes no Pará. Segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica, o Pará possui uma taxa de apenas 11,6% da população de 18 a 24 anos matriculada na educação superior. O baixo índice coloca o Estado como o pior da Região Norte neste quesito e o 2º pior do País.




(Cintia Magno/Diário do Pará com redação)

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