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sexta-feira, fevereiro 17, 2017

Arquivos da SMT foram levados e outros apagados diz Tapajós

Passado um mês e meio que o novo governo municipal de Santarém assumiu a máquina pública, nossa equipe de reportagem entrevistou o vice-prefeito José Maria Tapajós, que nesta semana, com a viagem do prefeito Nélio Aguiar para a Alemanha, conduziu o Executivo municipal como Prefeito em exercício.


 Tapajós: “Arquivos da SMT foram levados e outros apagados”

Tapajós, profundo conhecedor da gestão pública, tem se demonstrado incansável na condução de suas funções, seja como vice-prefeito ou secretário interino da Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca (Semap). O multifuncional do governo Nélio, analisa com clareza o caminho percorrido até aqui, e garante no que depender dele, disposição e iniciativa para superar os desafios não faltarão. Acompanhe:

Jornal O Impacto: Qual a avaliação o senhor faz desses 45 dias de governo?

José Maria Tapajós: Eu diria que 45 dias é pouco tempo, mas temos de levar em conta esse tempo. Ainda estamos ajustando as secretarias, a exemplo, que a partir desta segunda-feira se deu início às aulas na rede municipal, isso significa que a partir de março nós saberemos o quanto representará financeiramente a Secretaria de Educação. Temos as duas maiores secretarias, a de Educação e a de Saúde. A folha de janeiro representa o valor menor, pois a educação só receber os efetivos; em fevereiro os professores e contratados temporários recebem 50% do mês de janeiro e no mês de março todos recebem integralmente. Então, somente a partir do mês de março é que teremos os números de quanto está representando a máquina pública.

Final de março, completaremos 90 dias, é quando o ex-prefeito Alexandre Von terá o prazo legal para entregar à atual gestão o balanço geral da sua administração; a partir daí vamos realmente saber os detalhes do exercício anterior, como também saberemos quanto custará a máquina pública de Santarém. Temos de levar em conta muitos pontos, dentre eles, o percentual com gasto de pessoal, temos o prudencial de 52% e o limite 54%. Nesse período que estamos em insegurança no que diz respeito ao percentual de repasse, temos de ser prudentes com relação aos gastos; acreditamos que poderemos a partir do mês de março ter o planejamento já caminhando para o meio do ano. O prefeito Nélio reuniu todos os secretários e ouviu de cada um, o que cada um produziu nos primeiros 30 dias e foi bastante produtivo, na avaliação do Prefeito e minha particularmente. Entendemos e avaliamos que todos os coordenadores e secretários apresentaram rendimentos nesse primeiro mês; vale ressaltar que nem todas as equipes estão montadas, estamos com problemas de equipamentos na Infraestrutura e na Agricultura, esses equipamentos certamente deverão ser colocados em funcionamento nos próximos dias. O Prefeito tem conseguido boas notícias no que tange aos recursos, que são oriundos do Governo Federal através não só de Emenda Parlamentar, mas como também de repasses do Governo através de convênio com a municipalidade

Acreditamos que nesses 45 dias, sem dúvida nenhuma, nós podemos dizer que fizemos o que foi preciso ser feito e certamente faremos mais a partir daqui.

Jornal O Impacto: Ao assumir o governo, houve alguma dificuldade?

José Maria Tapajós: Sem dúvida! Há secretarias, a SMT, por exemplo, que os NAFS que entraram tiveram dificuldades porque arquivos foram levados, e outros apagados. Mas isso tudo está sendo recuperado e será montado. Nós acreditamos que isso não representa grande relevância, pois entendemos que quem fez isso, fez uso da má fé e os nossos técnicos são capazes de fazer as coisas funcionarem corretamente. Nessa passagem de um governo para o outro nós já sabíamos que encontraríamos dificuldades, e essas dificuldades estamos enfrentado de cabeça erguida e a população de Santarém pode ficar certa que faremos de tudo para fazer um grande governo. Eu, como vice, e neste momento no exercício da Prefeitura; costumo dizer que o tempo me fez dizer que tenho experiência para enfrentar essas situações. O prefeito Nélio está viajando numa missão institucional, acredito que os resultados serão positivos nessa troca de experiência entre prefeituras do primeiro mundo com a nossa. Dos 5 prefeitos brasileiros, o único do Norte foi o de Santarém, para nós isso é muito importante; não tenho dúvida de que essas experiências trocadas que virão de lá servirão muito para serem implementadas na administração do Nélio e Zé.

Jornal O Impacto: Quanto à Secretaria de Agricultura e Pesca, que ações o senhor já conseguiu implementar?

José Maria Tapajós: Na Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca, onde estou interinamente, agora exercida pelo Secretário de Infraestrutura Daniel Simões, eu diria que avançamos muito! Ainda procurando visitar os serviços que a Secretaria tem a fazer, temos reunido, por exemplo, com os produtores de pescado, onde temos o maior interesse que a Prefeitura dê a esses produtores condições para que eles possam negociar o seu pescado – produto de boa qualidade não só no mercado de Santarém, mas também em outros mercados- e serem incentivados pelo Município e também fazer com que a agricultura familiar funcionar como de direito. Estamos desde o dia 9, na região do Ituqui, que é um assentamento do Governo Federal, mas os munícipes que lá estão, são de Santarém e por conta deles estamos com nosso equipamento garantindo a trafegabilidade no eixo da Santarém/Curuá-Una à Santarém/Miri, dando condições para todas as comunidades do entorno da grande área da região do Ituqui. Descendo de lá nós vamos adentrar à região do Eixo Forte, como também aqui na região entre a Santarém/Cuiabá e Curuá-Una; desde que possamos dar garantia de trafegabilidade para a população do Planalto, garantindo assim o escoamento da sua produção como também o transporte escolar que precisa muito da trafegabilidade nos ramais que dão acesso às principais vias.

Jornal O Impacto: Temos recebido muitas denúncias em relação aos caminhões frigoríficos que comercializam pescado de outros estados próximo ao mercado do tablado, onde despejam dejetos. Que encaminhamentos a Semap pode fazer para evitar esse tipo de situação?

José Maria Tapajós: Nós também já recebemos denúncias e reclamações de populares. Eu acredito que todos têm razão. Nós e o secretário Bruno, que deve ser nomeado brevemente, pois sua licença já foi liberada e já foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), haja vista que ele é servidor da UFOPA, e com certeza ele deverá tomar medidas cabíveis junto à Procuradoria Jurídica da Semap, porque não podemos de maneira nenhuma aceitar que comercialização daquela forma seja praticada, inclusive por muito tempo. Nós queremos proporcionar a todos e a todas, qualquer tipo de negócio, dentro da legalidade, e dentro da higiene, principalmente se tratando de um área onde nós temos o maior complexo de abastecimento, que é ali no entorno do Mercadão 2000. Se Deus quiser nós iremos corrigir essa falha da municipalidade que vem de outro governo e nós não podemos permitir que permaneça.

ENTENDA O CASO: Vários vendedores de peixe procuraram nossa redação para denunciar o abuso que as carretas frigoríficas, que transportam peixes de outros estados, fazem quando estacionam às margens da Avenida Tapajós, em frente à Feira de Pescados, em Santarém. Pescadores antigos, que sempre viveram desse trabalho, estão encontrando dificuldades para comercializar o peixe que conseguem pegar nos rios da região, pois a concorrência é desleal. Ou seja, os caminhões frigoríficos chegam carregados de peixe do Mato Grosso e outros estados e vendem por um preço bem menor, dificultando a comercialização dos pescadores da região. Alguns pescadores da região questionam: será que eles pagam impostos do que estão vendendo?

Isso sem falar na sujeira que esses caminhões deixam no local. Além do fedor, carcaças de peixes são jogadas na beira do rio e no próprio leito da Avenida Tapajós, proporcionando um deleite para urubus e ratos. As pessoas que praticam caminhadas pela orla da cidade, quando passam nesse trecho, sentem o fedor e são obrigadas a disputar espaço com os carros no leito da Avenida Tapajós.

Por: Edmundo Baía Júnior

Fonte: RG 15/O Impacto




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