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quarta-feira, novembro 09, 2016

Jatene que substituir o ensino modular pelo regular.

Cerca de 35 mil alunos vinculados ao Sistema de Organização Modular de Ensino (Some) poderão ficar sem aula a partir de 2017. O motivo é a intenção do Governo de Simão Jatene em acabar gradativamente com o programa a partir do próximo ano. A denúncia é do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp).

(Foto: Fernando Araújo/Diário do Pará)


Jatene promete acabar com ensino modular

Governo de Simão Jatene deve começar a reduzir o Sistema de Organização Modular de Ensino já a partir do próximo ano. (Foto: Fernando Araújo/Diário do Pará)

Segundo a entidade, as especulações sobre as mudanças no Some foram confirmadas no último dia 3, durante audiência pública do Sintepp com coordenadores de unidades regionais de ensino e representantes da Secretaria Estadual de Educação (Seduc). “A Seduc confirmou que a prioridade é não matricular, a partir de janeiro de 2017, alunos do 1º ano do Some”, diz a coordenadora do Some/Sintepp, Arléia Geórgia. Já as turmas do 2º e 3º anos seriam concluídas até 2018, quando o programa seria extinto.

Criado há 36 anos no Pará, o Some é a modalidade de ensino médio voltada para alunos de zonas rurais do Estado. Os professores das áreas urbanas se deslocam para o interior, em geral, localidades de difícil acesso, para dar aulas. O professor Jonas Oliveira é um deles e questiona a mudança. Para o educador, não é possível substituir o ensino modular pelo regular de uma hora para outra, já que não há estrutura de ensino em vários locais do interior. “Na maioria das localidades, não há sequer sala de aula, imagina escola”, diz ele.

GRATIFICAÇÃO

Na opinião de integrantes do Sintepp, o Estado não quer mais pagar a gratificação de deslocamento dos professores. A questão é que não há profissionais suficientes para manter a regularidade das aulas. Arléia cita, como exemplo, a comunidade Distrito Nova Vida, em Moju, onde o Some já foi substituído por decisão da própria comunidade. Segundo ela, dos 13 professores da grade curricular, apenas 4 frequentam a escola, deixando os alunos sem aula na maior parte do tempo.

RESPOSTA

Em nota, a Seduc confirmou que vem desenvolvendo estudos de expansão do ensino médio regular, de forma a ser a oferta prioritária no interior do Estado. A Secretaria disse, ainda, que o Some só deve ser implementado em situações em que não seja possível a oferta regular.

Para os educadores, porém, não é possível substituir o ensino modular pelo regular de uma hora para outra, já que não há estrutura de ensino em vários locais do interior. A nota diz que a Seduc afirma que está assegurada a conclusão ao 2º e 3º anos do ensino médio até que seja concluído o processo de expansão e oferta do ensino médio regular.

(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)

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