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quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Governo do Estado gastou R$ 3,9 milhões com um seleto grupo para custear despesa no Hospital Sirio-Libanês.

Gastos no valor de R$ 3,9 milhões saíram dos cofres da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), entre 2013 e 2015, para custear o tratamento de um pequeno grupo de figuras públicas, no Hospital particular Sirio-Libanês, em São Paulo. A denuncia foi feita pelo deputado estadual Luiz Castro (Rede), na sessão desta quarta-feira (3), na Assembleia Legislativa.

Luiz Castro denuncia gastos com Hospital Sirio-Libanês para privilegiados
O deputado classificou de ilegal e inaceitável que o Poder Público Estadual privilegie um grupo seleto, com atendimento médico caríssimo, num momento de crise no sistema de saúde pública do Amazonas.


Segundo Castro, a situação nos hospitais de Manaus e do interior do Estado se agrava com a falta de medicamentos, de leitos, de equipamentos, com o fechamento de laboratórios e o atraso no pagamento dos profissionais de saúde.

Para o deputado, o governador José Melo precisa assumir a responsabilidade pela crise instalada nos hospitais e reconhecer as deficiências na gestão da saúde pública no Estado. Ele lembrou que até agora o Governo não chamou os profissionais de saúde, aprovados em concurso público, em 2014.

“Faltam medicamentos básicos, até os mais importantes, como anestésicos, morfina e remédios para o tratamento de câncer. Faltam máscaras de oxigênio como se verificou em Jutaí, e a vida das pessoas está sob risco nas filas de cirurgia”, denunciou Luiz Castro.,

Com base nos dados do Portal Transparência do Governo do Estado, o deputado afirmou que em 2015 a Susam gastou R$ 1,7 milhão para cobrir o tratamento de seis pessoas, em hospital particular. Há registro de pagamentos que chegam a R$ 283,2 mil e R$ 24,1 mil parcelados, por paciente beneficiado.

“Enquanto isso, as pessoas com problemas renais crônicos e aquelas que precisam de transplante de fígado, padecem nas filas esperando pelo Tratamento Fora de Domicílio (TFD), para custear com míseros recursos o atendimento em outras capitais”, reclamou o deputado.

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