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terça-feira, junho 10, 2014

Jornalista fala do jogo maquiavélico entre PMDB PT E DEM


Poeta e Jornalista Jota Ninos discorre sobre a união dos Barbalhos Petistas e o Demo do Deputado Lira Maia, o artigo foi extraído originalmente do Blog do Jeso com o Título Maia dá rasteira em petistas, tucanos e barbalhos. O artigos mostra também a trajetória politica dos envolvidos na tríplice aliança.

por Jota Ninos (*)

No próximo dia 1º de setembro, o cidadão Joaquim de Lira Maia, nascido no Cipoal (localidade agrícola a 15 quilômetros do centro da cidade de Santarém, no oeste do Pará), completará 62 anos de vida dos quais 27 têm sido dedicados à política, desde que assumiu, em 1987, o primeiro cargo público como secretário municipal de Agricultura de sua cidade.

Naquela época, o então filiado ao PMDB iniciou uma trajetória que o leva agora a disputar o cargo de vice-governador do Estado do Pará, caso se concretize a aliança proposta pelo filho de Jader Barbalho, o ex-prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho (PMDB), que esteve em Santarém para fazer o convite na semana passada.

O pior de todo esse enredo maquiavélico é que a candidatura deve ter também a bênção dos principais caciques do PT – o outro aliado dessa estranha coligação – numa prova cabal de que atualmente a ideologia pula pela janela quando o pragmatismo e os interesses pessoais batem à porta dos políticos envolvidos em tramas como esta.

A notícia que abalou os bastidores da política regional, nos últimos dias, pode selar um novo retorno ao ninho barbalhista de um dos políticos mais demagogos e populistas da região, que agora sonha em ocupar a vice-governadoria o que fatalmente consolidará uma visibilidade ainda maior para o seu projeto de ser um líder regional à altura da família Barbalho, e credenciando-o para ser, um dia, governador do futuro Estado do Tapajós.

Se não acontecer nada de novo até o final do mês, os três Estados que compõem o Pará desde o plebiscito de 2011, poderão ficar nas mãos de uma coligação eleitoralmente forte, onde a ideologia partidária abre espaço para um pragmatismo exacerbado muito usual na política brasileira mais recente, como bem explicou o cientista político santareno Válber Almeida (http://goo.gl/mWzHtq).



Neste artigo quero analisar o que isso significa e como Lira Maia demonstra ser o nosso “Paulo Maluf ao tucupi”, que apesar de processos e denúncias continua sendo bem votado e é capaz até de se aproximar de velhos adversários para adequar o contexto das disputas regionais aos seus interesses pessoais, botando no bolso (ao mesmo tempo) barbalhistas, petistas e tucanos, numa rasteira com o pé nas costas.

A rasteira só não é maior porque todos acabam ganhando alguma coisa nesse samba do crioulo doido (Ave, Stanislaw Ponte Preta!) e, com certeza, Maia será o maior beneficiado da trama que ele soube muito bem urdir.

As informações abaixo eu já venho discutindo há algum tempo em meu perfil no Facebook (www.facebook.com/Jota.Ninos), onde a interação é constante e há sempre outras informações que solidificam algumas de minhas interpretações. Quem achar que não estão corretas, que participe do debate de forma civilizada e estarei aberto ao processo dialético.

Vices e vices

Se tudo se confirmar e as urnas de 2014 apontarem o retorno da Barbalhada ao Governo do Estado do Pará com a chapa anunciada, Lira Maia será o terceiro santareno a ocupar sucessivamente o cargo de vice-governador do Pará, desde 2006. Mas com certeza, sua perspicácia no jogo dos bastidores fará com que tenha um futuro político mais promissor de que seus antecessores.

Odair Santos Corrêa, que é um ano mais velho que Lira Maia, mas esconde os cabelos grisalhos por baixo de uma tinta bem preta – foi vice no desastroso governo da petista Ana Júlia Carepa (gestão 2007/2010). Eleito pelo PSB, Corrêa brigou com o líder de seu partido (o sempre oportunista Ademir Andrade) que queria tomar conta da vice-governadoria com a indicação de seus próceres, e acabou indo se abrigar no PDT do deputado federal Giovanni Queiroz (um dos líderes do movimento pró-Estado do Carajás).

Odair só é lembrado hoje, satiricamente, pela ostentação que demonstrou em quatro anos no cargo, com direito a andar com dezenas de seguranças ou de descer de helicóptero nas vindas à sua terra natal! Ocupou até março deste ano a direção da SRTE – Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, cargo ligado ao Ministério do Trabalho (que ainda é do PDT) e vai tentar se eleger deputado estadual.

Por ser um eterno “sem-votos” (ao contrário de Lira Maia), dificilmente se elegerá e deve cair no ostracismo do qual nunca deveria ter saído. Pode, no máximo, ajudar o partido a eleger outros candidatos, quem sabe até o de seu opositor regional Osmando Figueiredo que tenta mais uma vez eleger seu filho, o ex-vereador Bruno Figueiredo vice na chapa de Lucineide Pinheiro (PT), derrotada pelo ex-pedetista Alexandre Von (PSDB), em 2012, para a prefeitura de Santarém.

Helenilson Cunha Pontes, que completou 42 anos em março deste ano, teve uma trajetória um pouco melhor do que de Odair na condição de vice-governador eleito pelo PPS, na chapa de Simão Jatene (PSDB), desde 2011.

Advogado tributarista e de influente família nos negócios farmacêuticos de Santarém, sonhou em ser uma nova referência regional. O primeiro passo foi sair do partido que o elegeu, por indicação de seu líder maior, o deputado federal Arnaldo Jordy, e assumir a nova sigla PSD, de Gilberto Kassab, no Pará.

Acreditava que conseguiria repetir a dobradinha com Jatene numa reeleição, mas foi atropelado pela ciumeira de tucanos de alta plumagem e deve se candidatar à única vaga ao Senado que cabe ao Estado este ano. Disputará esta vaga com seu principal opositor, o histriônico senador e bicheiro Mário Couto (PSDB) e terá à frente o também oportunista Paulo Rocha (PT), principal credor da candidatura Barbalho e Lira Maia.

A pífia participação de Helenilson no plebiscito pelo Estado do Tapajós (inclusive com acusações de que trabalhou contra, nos bastidores) é o seu principal calcanhar de Aquiles para conseguir votos na região. Dificilmente conseguirá se eleger e acabará voltando pra carreira de advogado ou de professor universitário.

Maia e Barbalhos: amor e ódio

A relação de Maia com os Barbalho tem sido um vaivém infinito, com troca de juras de amor mescladas a impropérios sobre traições. Filiado ao PMDB nos anos 1970, a convite do concunhado e eterno parceiro em licitações suspeitas, Jerônimo Pinto (que já foi até preso por causa disso, como se vê nessa postagem aqui do blog: http://goo.gl/9yolAk, o engenheiro agrícola Lira Maia foi o primeiro secretário municipal de Agricultura de Santarém, cargo criado pelo prefeito Ronaldo Campos (hoje, um político sem qualquer brilho que é dublê de jornalista e mais conhecido por ser pai do blogueiro JK e irmão do presidente da OAB, Birinha Campos) em sua gestão entre 1986/1988.

O sucesso como técnico da área o levou, após o fim do governo de Campos, ao cargo de secretário estadual de Agricultura do falecido governador peemedebista Hélio Gueiros (gestão 1987/1990), de quem se tornou amigo. Quando Gueiros brigou com Jader Barbalho, o PMDB se dividiu e Maia foi fiel a Gueiros chegando a apoiar seu candidato Sahid Xerfan para Governo do Estado, que acabou derrotado por Jader nas eleições de 1990.

Mesmo assim continuou no PMDB e em 1992 substituiu Ronaldo Campos, que teve sua candidatura cassada a uma semana das eleições. Maia mostrava naquele momento que seria, no futuro, um colecionador de votos, pois conseguiu ser o terceiro colocado e com mais votos que o empresário Nivaldo Pereira (apoiado por um forte esquema de comunicação), em poucos dias de campanha.

É lógico que a máquina peemedebista contribuiu muito mais para esse resultado. Mas o eleito acabaria sendo Ruy Corrêa, então filiado ao PSB e com apoio do PT.

Dois anos depois, Maia se elege deputado estadual, já pelo PFL, e começa a construir a candidatura que se consolidaria em 1996, na primeira disputa com os irmãos Martins do PT, vencendo a promotora de Justiça Maria do Carmo. Nessa disputa teria o apoio do então prefeito Ruy Corrêa que se filou ao PMDB e indicou o vice Alexandre Von, do PDT, à época (hoje aos 49 anos, completados em janeiro deste ano), mas acabou traindo-o em 1998, já que Ruy esperava o retorno do apoio em sua candidatura a deputado federal.

Maia voltaria a vencer os petistas em sua reeleição, em 2000 e dois anos depois retornaria ao ninho barbalhista refiliando-se ao PMDB junto com Hélio Gueiros. Vale lembrar que em 2002, ainda na Prefeitura, não deu o apoio necessário para eleger Von como deputado estadual o que quase ocasionou um racha na amizade dos dois.

Tanto é que Von apoiou Maria do Carmo para o Governo do Estado, no segundo turno contra Jatene, enquanto Maia apostou as fichas no Tucano Jatene. Maia levou a melhor e Von entendeu que seu peso atrapalhava as campanhas e voltou a ser o que sempre foi: capacho de Maia…

Mas apesar de sua popularidade como prefeito, Maia não conseguiu, mais uma vez, em 2004, eleger seu eterno e pesado “Sancho Pança”, Alexandre Von (então filiado ao PL) e perdeu a prefeitura para a Martilândia (http://goo.gl/F8vXNU). A aventura peemedebista de Maia durou pouco, pois para ter o apoio do governador que elegeu, na sua tentativa de ir à Câmara Federal, tratou de retornar ao PFL em 2005 (dois anos depois o partido passou a se chamar DEM).

Em 2006, chegava ao primeiro mandato de deputado federal com votação surpreendente, feito repetido em 2010, quando ampliou sua votação (nos dois mandatos ajudou, finalmente, a eleger seu pupilo Alexandre Von, duas vezes como deputado estadual, já pelo PSDB). Apesar da grande votação como deputado federal, foi atropelado pela Martilândia e perdeu a disputa contra Maria do Carmo em 2008. Mas em 2012, ajudou a eleger Alexandre Von para prefeito.

De olho nos processos

A ascensão do PT na prefeitura de Santarém ajudou a elevar exponencialmente o número de processos que Lira Maia tinha na Justiça, por possíveis fraudes com verbas públicas enquanto prefeito. Maia tornou-se um dos políticos mais processados (ou multiprocessado, como diz o Jeso Carneiro) do Brasil, sendo que alguns destes processos já estariam chegando à fase final. Alguns já prescreveram e outros prescreverão, pois é aqui que começa a grande jogada de Maia, com a candidatura a vice-governador.

Em 2012, era certo que Maia venceria qualquer candidato apontado pelo PT, diante dos baixos índices de popularidade do desgastado governo da Martilândia. Então, por que o campeão de votos regionais não arriscou entrar no embate e preferiu bancar seu fiel escudeiro?

Maia sabia que se fosse candidato em 2012, os petistas poderiam mover os pauzinhos nos bastidores da política nacional e processos que dormitavam em gavetas pululariam no colo do candidato, podendo torná-lo inelegível! Como tem foro especial, por ser deputado federal, esses processos aguardam julgamento, mas não avançam enquanto seus advogados se utilizam de filigranas jurídicas para protelar as decisões. O problema que os “remédios constitucionais” chegarão ao fim em algum momento e ele corre o risco de se ver condenado a qualquer momento.

Na prefeitura, Alexandre não se faz de rogado em colocar raposas tomando conta de galinheiro, como o engenheiro processado do PSDB, que tomam conta da estranhíssima NGO (http://goo.gl/s7FgyE). Mas a principal raposa está na Procuradoria Jurídica do Município. O advogado José Maria Lima, que atua nos processos de Lira Maia (e inclusive é réu em um deles) foi colocado lá exatamente para não fazer o que se espera de um procurador: dar encaminhamento aos processos que de lá nasceram pelas mãos do ex-procurador Isaac Lisboa. A ideia é matar algumas das denúncias por inanição até que alcancem a prescrição.

A jogada de mestre envolvendo petistas e peemedebistas vinha sendo costurada há algum tempo por aquele que será o maior beneficiado da coligação, impensável há alguns meses. Lira Maia selou um acordo rentável para a sua carreira política (sempre ascendente) e uniu numa só coligação barbalhistas, petistas e ele próprio, contra a já combalida entourage do governador Simão Jatene.

O mesmo Jatene que apoiou em sua nova eleição em 2010 e que combateu no plebiscito de 2011, sem arranhões e, que resolveu não ser usado novamente por Lira Maia negando-lhe a candidatura de vice.

Na verdade, Maia já sabia que isso aconteceria, quando anunciou que não seria candidato a reeleição para Câmara Federal, no ano passado. Tanto é que até seduziu o deputado estadual Nélio Aguiar, do minúsculo PMN para o seu DEM, para deixar claro que este seria seu candidato à Câmara Federal. Nélio acreditou na velha cantilena “maista” e pode até perder uma reeleição dada como certa para favorecer o sobrinho de Maia, o vereador e presidente da Câmara Municipal Henderson Pinto (filho de Jerônimo Pinto), que almeja ser deputado estadual.

Após a negativa – já esperada – de Jatene, Maia que já havia conversado com os Barbalho, acabou sendo sondado para ser o vice do PMDB, numa coligação que parece ser imbatível pelo tempo de TV que terá para derrotar os tucanos emplumados, perdidos em suas brigas internas. E há quem afirme que o próprio Paulo Rocha teria intermediado as negociações com o velho adversário da Martilândia (grupo aliado de Rocha no Pará)!

Como vice-governador, TODOS OS PROCESSOS de Maia voltarão para a Justiça Estadual, num procedimento que pode se arrastar por algum tempo e agilizar a prescrição destes, se novos recursos forem impetrados. Há quem acredite que Maia estando no cargo de vice-governador poderia ter alguma influência sobre membros do Judiciário local de forma a conseguir, finalmente, ser um cidadão acima de qualquer suspeita e ter de volta seus milhões que a Justiça Federal vem bloqueando (http://goo.gl/ZLBxCk)…

O PT e a estratégia de Lula

Lula já beijou a mão dos Barbalho e de Maluf para ajudar seus candidatos. E foi ele que deu o mote para a estratégia petista no Pará, quando convenceu a cúpula petista de esquecer a história de ter candidato próprio. Pesquisas internas do partido indicam que o estrago de Ana Júlia foi muito grande na imagem do PT no Pará e não devem sarar logo.

Qualquer candidatura estaria fadada a não chegar nem num segundo turno. Então, por que não garantir uma aliança sólida com o maior cacique do Pará (Jader) ainda no primeiro turno e aumentar as vagas na Câmara Federal e no Senado?

Lula aposta que o PT reelege Dilma Roussef à Presidência (apesar da queda nas pesquisas), mas quer garantir maior tranquilidade num pretenso quarto governo petista, com maioria folgada nas duas casas parlamentares para garantir a eleição dos presidentes do Senado e da Câmara Federal, e que sejam do PT.

Paulo Rocha se encaixa no perfil para conquistar a única vaga do senado no Pará e ser uma ponte entre o governo Federal e o futuro governo barbalhista. E essa vaga é a moeda de troca com os Barbalho que calou as demais tendências. O deputado federal Carlos Puty, que queria ser candidato ao Governo do Estado, foi o único a fazer jogo de cena, mas no final concordou com a estratégia. E o mote é: “todos unidos para derrotar os Tucanos…”

A entrada de Lira Maia é detalhe para os petistas de ponta. Sejam os Martins, sejam os Peloso (http://goo.gl/0Ad0lu), sejam os Ganzer, todos estão unidos pela estratégia de aumentar as bancadas. Tanto faz quem seja o governador. Os Martins (leia-se Everaldinho), até queriam poder ter o mano Carlos na vice de Jader. Mas se é pra ser o Lira, tudo bem: eles só precisam eleger o Carlos deputado federal, e depois tentar retomar a prefeitura de Santarém, com apoio dos Barbalho e de Dilma…

Nas bases petistas, começam reações contra a união com Maia. A Democracia Socialista (DS), pequena tendência interna do PT liderada pela ex-governadora Ana Júlia (causadora de todo mal que o PT sofreu no Pará por sua desastrosa gestão), é a primeira que esperneia através de seu deputado federal Carlos Puty ou de seus liderados em Santarém, que estarão na campanha de Lucineide Pinheiro. Mas isso é apenas confete e serpentina, pois na reta final todos se enquadrarão, pelo bem da democracia interna do partido.

Junto com o PT, entra nessa coligação seu “partido-satélite”, o PCdoB, que em Santarém, incrivelmente trabalha apoiando um candidato de um partido da coligação jatenista, o vereador Maurício Corrêa (PSD). Este, é aliado do empresário Paulo Barrudada (do Hotel Barrudada) que comanda os “comunistas” liderados por Diego Pinho seu funcionário, além de João Paiva, Wanderley Lisboa e José Luiz Martins, tudo isso com aval do presidente estadual do partido, Jorge Panzera, que quer se eleger deputado federal com a mesma base de apoio logístico e financeiro…

Von, gerente de Lira Maia na prefeitura

O compromisso de Von é gerenciar a prefeitura para o seu verdadeiro patrão: Lira Maia. Alexandre sempre sonhou ser prefeito de sua cidade e implementar projetos que em sua visão empresarial vão consolidar o processo desenvolvimentista que sempre defendeu (mesmo que escondido sob um pífio discurso de sustentabilidade). Há quem diga que Alexandre parece trabalhar apenas para um mandato. Ele mesmo deixou escapar, recentemente, numa entrevista em uma emissora de rádio, que “assim que deixar a vida pública” quer ser radialista…

Não é difícil que Alexandre realmente esteja trabalhando apenas para um mandato. Todos o xingam de preguiçoso nas redes sociais e dizem que se decepcionam por não verem medidas mais consistentes de seu governo, mas não se iludam: Alexandre está trabalhando para cumprir sua agenda tecnocrata.

Não parece preocupado com popularidade e sim com eficácia de macro-projetos de desenvolvimento econômico que, ao fim e ao cabo, respondem às necessidades do empresariado que ele representa. Por isso, a preocupação com o terminal hidroviário, outro terminal de grãos no Maicá, armazéns para a Zona Franca, contatos para fábrica de cimento, discussão sobre a viabilidade da BR-163, e por aí vai.

A eleição de 2016, que terá dois turnos, é quase uma incógnita após a celebração da coligação maluca de PMDB/DEM/PT. Será que ela vinga até lá ou depois é cada um por si? E se o Maia passar pro PMDB junto com o Alexandre? Quem os Barbalho, caso cheguem ao Governo do Estado, ajudarão a eleger: o antigo parceiro Lira Maia e/ou seu fiel escudeiro Alexandre Von? Ou os domesticáveis petistas da família Martins, aliados de Paulo Rocha que é amicíssimo de Jader? E se até lá Helenilson Pontes estiver unido com outro grupo como, por exemplo, o que está sendo organizado pelo empresário Paulo Barrudada e pelo vereador Maurício Corrêa, farão parte do mesmo grupo ou serão oposição?

Eu acredito que, se Lira Maia conseguir que seu projeto de ser vice-governador de Helder dê certo, ele será o candidato a prefeito e será ELEITO, por que os petistas e comunistas de agora ajudaram a cavar seu próprio buraco. Ou talvez eu esteja “De-Lirando Maiamente”?

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* É jornalista, servidor público do Judiciário e, agora, pai da recém-nascida Nicole.



 

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