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Enquete mostra que Belo Monte divide opiniões

Enquete realizada no site do DIÁRIO sobre a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte registrou 15.439 votos. A pesquisa questionava se os internautas eram a favor ou não da usina. O resultado mostrou que a polêmica usina divide opiniões: 50% dos votantes são favor da hidrelétrica, e 50% são contra.
Polêmica

A usina de Belo Monte divide opiniões de autoridades também. ONGs, Ministério Público Federal e ministros. Até o presidente Lula se posicionou para defender a construção da usina, que deverá ser iniciada em setembro pela Eletrobrás Chesf, estatal que lidera o consórcio Norte Energia e que venceu o leilão realizado no dia 20/04.

Empregos

Belo Monte, no rio Xingu, vai gerar perto de 42 mil empregos, segundo estimativas da Eletrobrás. A estatal calcula que o empreendimento, orçado em R$ 19 bilhões, vai propiciar a criação de 18.700 postos diretos de trabalho e outros 23 mil indiretos.

Segundo cálculos da Eletrobrás, a operação da usina de Belo Monte proporcionará por ano uma arrecadação de cerca de R$ 170 milhões a título de compensação financeira pela utilização de recursos hídricos, os chamados royalties sobre a produção de energia elétrica. Trata-se de um valor muito parecido ao que é pago anualmente pela hidrelétrica de Tucuruí, no rio Tocantins. Segundo a Eletrobrás, os royalties de Belo Monte serão distribuídos entre o Estado do Pará e o município onde se localizará a usina (Brasil Novo), entre outros, na forma regulamentada pela Aneel.

O projeto de construção da hidrelétrica prevê também, nos estudos ambientais e na licença prévia, um variado conjunto de ações na área social e de caráter urbanístico. Entre essas ações, a Telebrás destaca investimentos em saneamento básico – incluindo coleta e tratamento de esgoto, tratamento e abastecimento de água e construção de aterro sanitário –, desenvolvimento de projeto de drenagem urbana e recuperação urbanística e ambiental da orla do Xingu e dos igarapés.

Nos estudos está contemplado também o reassentamento da população residente às margens dos igarapés. Ao todo são 4.232 famílias cadastradas, o que corresponde a mais de 16 mil pessoas. Essas famílias hoje vivem precariamente em palafitas construídas nos barrancos ou sobre as águas poluídas dos igarapés Altamira, Ambé e Panelas, em condições de extrema insegurança e insalubridade.

A direção da Eletrobrás afirma que, ao contrário do que tem sido propalado pelas organizações que se opõem à execução da obra, Belo Monte não exigirá o deslocamento de índios que vivem na região do Xingu no Pará.

Próximo ao ponto onde será construída a hidrelétrica, estão localizadas as terras indígenas Paquiçamba e Arara da Volta Grande do Xingu (no rio Xingu) e a aldeia indígena juruna do Km 17 (junto à PA-415).

A população total dessas três comunidades, segundo a Eletrobrás, é hoje de 226 habitantes. A empresa ressaltou que foram realizados estudos etnoecológicos, de acordo com procedimentos estabelecidos pela Funai, para que se pudesse conhecer mais detalhadamente essas comunidades e para as quais foram propostos programas específicos.

O projeto elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia, prevê a montagem de duas casas de força em Belo Monte, sendo uma principal, com 18 turbinas tipo Francis com 611,11 MW cada, e a complementar, com seis turbinas tipo Bulbo de 39,9 MW, totalizando 11.233,4 MW de capacidade para Belo Monte. O projeto da EPE está disponível para consulta na página da Aneel na internet .

 (Diário Online, com Diário do Pará)

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