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STF cancela julgamento de réu que foi mantido algemado durante sessão de júri

Decisão vai permitir novo júri a homem condenado a 13 anos de prisão.
STF debate também uso de algemas em operações policiais.

Jeferson Ribeiro Do G1, em Brasília

Ministro vota a favor de habeas corpus a réu julgado com algemas

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu habeas corpus nesta quinta-feira (7) anulando a decisão tomada por um tribunal de júri contra Antônio Sérgio da Silva, condenado a 13 anos de prisão por ter cometido homicídio triplamente qualificado. Os advogados alegaram que o réu ficou algemado durante o julgamento e isso prejudicou a sua defesa.
O relator da matéria, ministro Marco Aurélio Mello, deu parecer favorável a Silva e ordenou a realização de um novo julgamento, dessa vez sem uso de algemas no acusado.
Apesar de a matéria analisada pelo STF tratar apenas do caso isolado de Silva, a decisão deve se estender para outros tribunais de júri, onde os réus não devem ser algemados. Mello foi além e sugeriu que o STF devia emitir sua opinião sobre o uso de algemas em operações policiais.
“É hora, senhor presidente [ministro Gilmar Mendes], de o Supremo emitir entendimento sobre a matéria inibindo uma série de abusos na atual quadra”, disse Mello. O ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que acompanhou o relator na decisão, disse que o uso de algemas é "excepcional". "É permitido, mas desde que configure exceção tenha justificativa própria para que as algemas sejam usadas”, afirmou.

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